Chocotone

http://www.noventavirgulaseteporcento.blogspot.com/

Carta a: Bismark Maia

Bismarck,

Há muitas câmeras na câmara. E só tem gente filmada bem vestida. Gente bem vestida, algumas com um mau caráter que a roupa não deixa ver.

Não há câmeras fora da câmara. E as pessoas que não são filmadas estão muito mal vestidas. Gente mal vestida, com caráter que a roupa disfarça. Gente mal vestida, com bom caráter e sem futuro. Sem futuro por causa daquele voto, do passado.

E dentro da câmara, todos estão tranqüilos de futuro por causa dos votos do futuro. Agora não precisa mais desses votos, ganhando tanto dinheiro assim, um mandato basta!

Com pena das pessoas do Brasil, menos daquelas que o governam,

André.

Carta a: Colbert Martins

Colbert Martins,

Você gosta de chocotone? Eu também! Como aumentou, né? Antes eu comprava um montão no natal! Agora, não tem como! Eles estão mais caros, e eu não ganhei 90,7% de aumento!

Mas eu gosto mais de gente do que de chocotone. Considerando que eu gosto muito mesmo de chocotone, prefiro não comer chocotone e ver gente sem fome, gente com emprego… essas coisas!

Porém, você deve gostar mais de chocotone do que eu e não abre mão! Tudo bem, é questão de gosto. Você tem até bom gosto, porque chocotone é melhor do que panetone, mesmo!

Com pena das pessoas do Brasil, exceto daquelas que o governam,

André.

Mais em http://www.noventavirgulaseteporcento.blogspot.com/, blog de um menino genial, com cartas escritas por ele aos parlamentares que receberam aumento de 90,7% em seus salários (já ENORMES!!!).

E-mails dos parlamentares responsáveis pelo aumento:

Aldo Rebelo (PC do B-SP):

dep.aldorebelo@camara.gov.br

Renan Calheiros (PMDB-AL):

renan.calheiros@senador.gov.br

Ciro Nogueira (PP-PI):

dep.cironogueira@camara.gov.br

Jorge Alberto (PMDB-SE):

dep.jorgealberto@camara.gov.br

Luciano Castro (PL-RR):

dep.lucianocastro@camara.gov. br

José Múcio (PTB-PE):

dep.josemuciomonteiro@camara.gov.br

Wilson Santiago (PMDB-PB):

dep.wilsonsantiago@camara.gov.br

Miro Teixeira (PDT-RJ):

dep.miroteixeira@camara.gov.br

Sandra Rosado (PSB-RN):

dep.sandrarosado@camara.gov.br

Colbert Martins (PPS-BA):

colbertmartins@camara.gov.br

Bismarck Maia (PSDB-CE):

dep.bismarckmaia@camara.gov.br

Rodrigo Maia (PFL-RJ):

dep.rodrigomaia@camara.gov.br

José Carlos Aleluia (PFL-BA):

dep.josecarlosaleluia@camara.gov.br

Sandro Mabel (PL-GO):

dep.sandromabel@camara.gov.br

Givaldo Carimbão (PSB-AL):

dep.givaldocarimbao@camara.gov.br

Arlindo Chinaglia (PT-SP):

dep.arlindochinaglia@camara.gov.br

Inácio Arruda (PC do B-CE):

dep.inacioarruda@camara.gov.br

Carlos Willian (PTC-MG):

dep.carloswillian@camara.gov.br

Mário Heringer (PDT-MG):

dep.marioheringer@camara.gov.br

Inocêncio Oliveira (PL-PE):

dep.inocenciooliveira@camara.gov.br

Demóstenes Torres (PFL-GO):

demostenes.torres@senador.gov.br

Efraim Moraes (PFL-PB):

efraim.morais@senador.gov.br

Tião Viana (PT-AC):

tiao.viana@senador.gov.br

Ney Suassuna (PMDB-PB):

neysuassun@senador.gov.br

Benedito de Lira (PL-AL):

dep.beneditodelira@camara.gov.br

Ideli Salvatti (PT-SC):

ideli.salvatti@senadora.gov.br

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OqueTemNoCopoVermelho?

Já há muito que um amigo me disse ter visto minha participação no site “O que tem no copo vermelho?”, intervenção que passou muito tempo na frente do Center 3, na Paulista. Era uma grande estrutura de cimento, em formato de copo, onde as pessoas podiam depositar papéis com a resposta à pergunta “O que tem no copo vermelho?”. Pois ela não está mais lá, mas eu finalmente entendi a mecânica do site e encontrei! O poema concreto feito para responder à perguta “O que tem no copo vermelho?”. (o poema concreto é só o último, lá embaixo, que cria novas palavras pela frase - o que vem antes é quase um estudo para chegar a isso… rsrs)

Fiquei orgulhosa! Está no ar em http://www.oquetemnocopovermelho.com.br

(depois de escrever sua data de nascimento e clicar em “quero responder”; clicar no copo à esquerda até aparecer sobre ele um logo que indica que o papel foi colocado na obra na rua - um retângulo com desenhos: o copo, com um retângulo branco em cima; depois clicar em “eu não sei” e vão aparecendo as intervenções que resolveram colocar no ar)

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“Esse aumento é um problema que não tem nada a ver com a festa de hoje.”

Ou: elite paulistana e por que o mundo não vai pra frente.

10/12/2006 - 17h07

Kassab enfrenta protestos na “inauguração” da Oscar Freire

DIÓGENES MUNIZ

da Folha Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), recebeu protestos durante a inauguração da nova cara da Oscar Freire (zona oeste de SP) na tarde deste domingo (10). Conhecida como um dos centros de consumo de luxo paulistano, a rua serviu de palco para cerca de 20 estudantes se manifestarem contra o aumento no transporte público concedido pelo prefeito no dia 28 de novembro.

Kassab e Matarazzo enfrentam protestos na Oscar Freire

Usando narizes de palhaço, apitos e cantando (”Dança Kassab, dança até o chão. Aqui é o povo contra o aumento do busão”), os jovens se dirigiram ao prefeito enquanto ele falava à imprensa sobre as obras na região, que ainda estão incompletas. A Guarda Civil Metropolitana cercou o prefeito e o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo. O ex-prefeito e governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), também estava no local, mas passou completamente despercebido pelos estudantes.

Questionado sobre o aumento de 15% do ônibus, Kassab disse defender “a menor passagem possível”. “Da parte da prefeitura, essa é a menor”, concluiu. Sobre a forma como as manifestações foram repreendidas pela Polícia Militar nas semanas anteriores, o prefeito afirmou não ter “acompanhado” os atos para comentar se houve excessos. A comitiva da prefeitura terminou sua participação na cerimônia mais cedo, dirigindo-se ao carro oficial por volta das 13h20.

A reforma da Oscar Freire custou R$ 8,5 milhões, dos quais R$ 4,5 milhões pagos pela prefeitura, R$ 3 milhões pela operadora de cartões American Express e R$ 1 milhão dividido entre os lojistas. Neste domingo, entulhos tomavam calçadas próximas à rua Bela Cintra. Alguns trechos continuavam sem calçamento. Kassab prometeu que as obras acabam até a próxima semana. E ainda defendeu a importância da reforma, apesar do custo: “Foi uma decisão acertada, pois beneficia o consumo na cidade de São Paulo.” O governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), também passou pelo local - despercebido pelos estudantes.

Repercussão

Kassab enfrenta protesto de estudantes

Para a presidente da associação dos lojistas e representante da Dior no Brasil, Rosângela Lyra, o ato foi “completamente equivocado”. “Essa gente é muito chata. Aposto que os pais deles andam de carro”, criticou. Segundo, Ana Morbach, do Movimento do Passe-Livre, a idéia do ato, classificado como “escracho”, era “chamar a população e constranger o prefeito para mostrar que há um problema objetivo junto ao povo.”

Danilo Calazans, 17, foi do Taboão da Serra (Grande São Paulo) até os Jardins para tocar tambor pela ONG Arrastão, que trabalha com crianças carentes. “Não sabia que tinha gente protestando aqui. Acho da hora, porque pego ônibus, mas pulo a catraca sempre.” Já Nivia Costilas, 40, freqüentadora da Oscar Freire, não concordou com o ato. “Esse aumento é um problema que não tem nada a ver com a festa de hoje.”

A passagem dos ônibus passou de R$ 2 para R$ 2,30. A dos trens e do metrô subiu de R$ 2,10 para também R$ 2,30. A integração com o bilhete único (que dá direito a uma viagem de metrô ou trem e até três de ônibus) passou de R$ 3 para R$ 3,50. O ato foi organizado pela Frente de Luta Contra o Aumento da Tarifa, que reúne movimentos e entidades como o Movimento Passe Livre e o Movimento Humanista.

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Orgulho bairrista

No último semestre, por uma disciplina da faculdade (introdução ao jornalismo II), foi-me dada a tarefa de produzir três matérias: de política, de cultura e livre (que poderia ser jornalismo investigativo, científico, esportivo, etc.) Num súbito fervor bairrista, decidi fazer das três matérias fotografias de meu bairro, um tradicional reduto de São Paulo, que cresceu por suas atividades industriais e comerciais, e agora parece se renovar, mas sem nunca perder esse seu ar “provinciano”, como bem traduziu uma das entrevistadas. Não tenham dúvidas “Mooca é Mooca”.

Abaixo vai o resultado: as matérias produzidas por aqui. Quem reparar atentamente notará algo que só descobri depois de elas prontas, a primeira matéria (sobre o conselho gestor) menciona o tema da segunda (amo a mooca), que por sua vez menciona o tema da terceira (Juventus).

Reforma faz-se urgente ao poder público

Hospital municipal da Mooca tem melhorias graças a parcerias com a população

Por Laura Barile

Quem passar na frente do hospital municipal Ignácio Proença de Gouvea, localizado na Mooca, zona leste de São Paulo, certamente notará a placa “Desculpe-nos pelo transtorno”. Os usuários agradecem. No mês de setembro uma verba de 1 milhão e 300 mil reais foi liberada para reformas emergenciais no hospital. Homologada há dois anos, foi graças à ação do Conselho Gestor do Hospital, que ela conseguiu ser liberada.

Em vigor desde junho de 2006, o Conselho tem mostrado resultados para a região. “Todo mês nós temos reuniões para ver quais os problemas, desde físicos até administrativos, que acontecem dentro do hospital”, explica Norberto Martins, taxista do ponto em frente ao hospital e membro do Conselho Gestor. Morador do bairro há 40 anos, ele concorreu nas eleições por sua grande participação no bairro. “Eu comecei a participar por um convite quando foi criada a eleição para o Conselho Gestor desse hospital. Vieram me convidar, porque eu já faço parte da associação AMoAMooca (Associação dos Moradores e Amigos da Mooca), que é do bairro”.

Formado por uma tripartite: comunidade, funcionários e administração do hospital, com subdivisões hierárquicas (presidente do conselho, conselheiros titulares e secretário), o Conselho parece dar conta de todas as questões do hospital. Falta equipamentos? Atendimento ao cliente? UTI? Tudo é anotado e encaminhado à administração. Além do bem comum do hospital, o Conselho Gestor também serve para atender às questões de cada segmento específico. Os funcionários reivindicam boas condições de trabalho e equipamentos, já a comunidade (tanto moradores quanto usuários), exigem prioritariamente bom atendimento. “Minhas funções são levar ao conselho tudo que possa vir a ser resolvido, tanto em questões de verbas, quanto outras coisas, por exemplo, parte de manutenção de equipamentos, limpeza, informação ao usuário, tudo o que venha a contribuir para que o usuário e também toda a comunidade do hospital sejam bem atendidas”, explica Martins, que é membro pela comunidade.

E tudo isso dá certo porque o Conselho reflete as demandas imediatas dos que convivem diariamente com a realidade do local. Apesar de não dispensar o contato e a parceria com o poder público  e nem negaria suas origens , essa iniciativa demonstra o quanto ações localizadas podem melhorar o nível dos serviços oferecidos à população. “Hoje todas as instituições estão optando por parcerias, porque a prefeitura não pode arcar com tudo sozinha. O orçamento está muito apertado, então não dá para atender todo mundo suficientemente na saúde”, enfatiza Norberto Martins, embora não deixe de lembrar “claro, com todo o apoio da prefeitura, da secretaria da saúde, e aí o povo só tem a ganhar.”

Nova vida à Mooca

Associação formada por moradores do bairro pretende dar um gás novo para a região

Por Laura Barile

Quem achava que a Mooca acabou com o fim de seu uso industrial, engana-se. Desde 2001, a Associação dos Moradores e Amigos da Mooca (AMoAMooca) tem lutado para preservar o patrimônio histórico do bairro, e trazer mais cultura para seus moradores.

A iniciativa surgiu de moradores do bairro, alarmados com a deterioração resultante da evasão das indústrias e do comércio da Mooca. “O bairro estava há décadas esquecido. A avenida que tinha sido um ponto ilustre aqui da Mooca acabou se deteriorando pelo tempo e todas as indústrias que aqui batalhavam acabaram fechando as suas portas e indo embora”, conta Zina Dianocaro, ou dona Zina, como é conhecida no bairro, que foi convidada a ser presidente da associação, cargo em que acaba de ser reeleita. “Essa associação começou com dois moradores, Sonia e Pedro, conversando, formando posições, tomando iniciativas, tendo idéias para uma revitalização do bairro”, explica.

Quem transitar pala Mooca notará de imediato a incrível quantidade de antigos galpões, sem uso, na região. A idéia da associação é restaurá-los, e devolvê-los com alguma destinação para o bairro. Um exemplo é o novo hipermercado, Extra Mooca, construído onde antes operava o cotonifício Crespi, um marco para o bairro (e cujos empregados deram origem ao Clube Atlético Juventus, outro xodó dos moradores). Foi graças a uma reivindicação da associação que o hipermercado restaurou a fachada do cotonifício, mantendo-a em sua forma original. O Cristo, que ficava no pátio de entrada, para que o operário pudesse fazer suas orações, e a comunidade, que passava pelo portão, pudesse deixar flores e se benzer, agora ganhou uma capela, sob responsabilidade da AMoAMooca.

Também é resultado do trabalho da Associação a mais nova escultura instalada no bairro. Hastes vermelhas, colocadas na confluência de importantes ruas e avenidas do bairro - Avenida Paes de Barros, rua da Mooca e rua do Oratório -, que, quando sob sol, projetam a letra “ême” na pracinha em que se encontram - conhecida como Praça Vermelha. O projeto, que integrou comemorações dos 450 anos do bairro, é do arquiteto Renato Fregnani, contratado especialmente para esse trabalho.

Os esforços maiores da associação, porém, encontram-se na área da cultura. A idéia maior é conseguir reaproveitar esses espaços ociosos, transformando-os em espaços culturais para a comunidade. “Realmente, a grande preocupação da nossa entidade é preservar isso para que nós tenhamos equipamentos culturais com uma freqüência maior, porque o bairro é carente”, confirma Zina Dianocaro. Segundo a presidente, seu único teatro, o Arthur de Azevedo, é motivo de orgulho, mas a vida cultural do bairro não pode se resumir a isso. “Nós precisamos de um museu, de salas de cinema, nós precisamos olhar com muito carinho os nossos carentes, a nossa terceira idade, e a gente tem buscado isso em prol de toda essa extensão do bairro”, completa. É por isso que na rua Javari (n.o 403) funciona o centro cultural da associação, onde ocorrem ensaios do coral, aulas de artesanato, de artes plásticas, cursos do Sebrae, tudo aberto à comunidade e sem cobrança alguma. “E quando a gente precisa para reuniões extras ou para alguma exposição, a gente abre o espaço para o que houver necessidade”, explica dona Zina.

É com a valorização do bairro por seus próprios moradores que a Mooca não se deteriorou em cinzas de seu passado industrial. Ao ser questionada sobre o sentimento de orgulho que move os moradores do bairro, com um sorriso no rosto, dona Zina respondeu “Esse orgulho é uma coisa peculiar do mooquense, é realmente aquele bairro que, apesar de todo progresso que atingiu, não deixou de ser provinciano.”

Os sustos do moleque travesso

De volta à primeira divisão, o Juventus da Mooca mostra-se apoiado por uma torcida ávida por vitórias

Por Laura Barile

O primeiro time de poucos, o segundo de muitos. É com essa cara que o Juventus tem sido visto, mas não é só de torcedores esporádicos que se faz o time. Querido pelos mooquenses desde sua fundação, ele conta com uma fiel torcida organizada, preparada para as derrotas, e, principalmente, fervorosa para as vitórias.

A Jujovem conta com aproximadamente 100 membros, e se não é pelo tamanho, faz-se grande pela animação. Fundada em 1981, a torcida, que em setembro comemorou 25 anos de sua existência, não tem medo de enfrentar as grandes torcidas dos times tradicionais do país.

Depois de uma campanha decepcionante no Campeonato Brasileiro, o Juventus volta a enfrentar times grandes no Paulistão 2007, campeonato para o qual se classificou depois de uma belíssima trajetória que o levou a vencer a série A2 e garantir sua vaga na primeira divisão. Já para janeiro está previsto um jogo contra o Corinthians, time que já levou alguns sustos do Juventus. Segundo Sergio Mangiullo, conhecido como Serginho, presidente e um dos fundadores da torcida organizada, “A expectativa é boa, é grande, porque o gostoso nosso mesmo é contra o Corinthians. Contra o Corinthians, o Palmeiras, o São Paulo, de quem nós ganhamos no Paulista e que foi o campeão brasileiro.”

É exatamente daí que vem o apelido do clube, “moleque travesso”, por causa dos sustos que costuma dar em times grandes. “Na Javari, por incrível que pareça, a gente joga mal, e contra os grandes a gente cresce, se torna o moleque travesso”, explica Mangiullo, que é torcedor fanático do time desde os 5 anos de idade. Para ele, as péssimas campanhas em outros campeonatos indicam a necessidade de contratações, por parte do presidente do clube, Armando Raucci. “Ele vai ter que ter um bom senso para fazer contratações, se não a gente cai.” Mas não desanima quanto às próximas partidas “A tradição é de ganhar, tem que ganhar, é moleque travesso”. Nada em que os moradores da Mooca e os dispostos torcedores do Juventus não acreditem, e Serginho completa, com um orgulho bairrista peculiar da região: “Mooca é Mooca.”

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