Ok, rendo-me. Lá vai o link para a primeira reportagem que me foi designada na faculdade. É sobre a banca da rua Monte Alegre, que fica na entrada - já os pessimistas diriam saída… - da minha faculdade. Nada que eu ache “puxa, como é o melhor texto que já fiz”, mas me diverti bastante durante a entrevista.
A PUC é que banca
Para ler outros textos da turma: Outro jornalismo seção Sala de Aula (no menu superior), link Introdução ao Jornalismo 2006.
A PUC é que banca
Laura Barile

Ela presenciou as grandes manifestações ocorridas na PUC. Ela esteve lá durante apresentações históricas de peças no TUCA. Ela participou da vida dos alunos como nenhuma outra… Que diria a banca da Monte Alegre se ela pudesse falar!
Como não é possível conversar com a banca, conversei com José Antonio Silva, seu proprietário há 14 anos, para saber o quanto o funcionamento da banca está relacionado ao funcionamento da PUC.
Ela surgiu na época em que os jornais eram vendidos nas ruas, por gazeteiros. Alguém percebeu que o ponto era bom e lá se montou o primeiro caixote. A concessão da prefeitura veio no ano de 1969, 23 anos após a fundação da Universidade.
O TUCA e as manifestações
Para os funcionários da banca, as manifestações da Universidade fazem parte do cotidiano. Entre as mais recorrentes, estão as greves ou mesmo brigas entre aqueles que não aceitam bem o trote dado nos calouros no início do ano. Em especial, foi relatada a invasão da reitoria ocorrida no início de 2004, onde cerca de 100 alunos permaneceram por duas semanas, incluindo madrugadas e fins de semana.
Quando inquirido se a reforma do Teatro da Universidade Católica (TUCA) havia afetado as vendas, José Silva comentou que não foi só na época das reformas que o movimento caiu. Segundo ele, depois da reforma parece que não se investiu na qualidade e na divulgação das peças, de maneira que as peças, que noutros tempos já tiveram lotação completa durante toda a semana, recebem 30, 40, 50 pessoas – enquanto o espaço oferece 672 lugares.
Afirmando que a banca é “mais ou menos uma continuidade da PUC” ele contou que cerca de 75% de seus clientes são alunos ou professores da Universidade e definiu-os como um público com muita educação. Apesar de já ter sido proprietário de outras bancas, nos bairros do Morumbi, Lapa e em Perdizes, próxima à UNINOVE, afirmou que a banca da Monte Alegre é um ponto totalmente diferente, em que dá prazer trabalhar, “porque todo dia tem um pessoal que está aqui, você vai criando uma amizade”.
Por outro lado, Silva comentou que na PUC “começa-se tarde, termina-se cedo e emendam-se muitos feriados”, em relação a outras faculdades, o que, embora venha a ser desejável pelos alunos, caracterizou como “péssimo” para a banca. Isso porque sua renda advém principalmente do consumo por parte da comunidade puquiana. E, por esse motivo, também a PUC se vê espelhada nessa que serve como sua extensão.
Endereço: Rua Monte Alegre, 981
Telefone: 36732213