Tiraram os mamilos!

Lembram do caso noticiado pela mídia da moça que saiu na Playboy sem umbigo? Pois quem olhar com atenção para a mulher em papelão exposta nas bancas esse mês (Maryeva, capa da Sexy), atentará para um fato curioso: ela não tem mamilos!

Mulheres, e agora? Como vamos seguir esse padrão de beleza?

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O Grito

Sou só eu ou o meu sapato (atualmente aposentado) parece incrivelmente com o detalhe do quadro “O Grito”, de Edvard Munch?

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Djavan é dadaísta*

Pegue um jornal.

Pegue a tesoura.

Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.

Recorte o artigo.

Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.

Agite suavemente.

Tire em seguida cada pedaço um após o outro.

Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.

O poema se parecerá com você.

E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.


[receita apresentada por Tristan Tzara para fazer um poema dadaísta]

Alguém ainda tem dúvidas quanto ao processo de criação de Açaí e Sina?

Açaí

Solidão de manhã,

Poeira tomando assento

Rajada de vento,

Som de assombração, coração

Sangrando toda palavra sã

A paixão puro afã,

Místico clã de sereia

Castelo de areia,

Ira de tubarão, ilusão

O sol brilha por si

Açaí, guardiã

Zum de besouro um imã

Branca é a tez da manhã

Sina

Pai e mãe, ouro de mina

Coração, desejo e sina

Tudo mais, pura rotina, jazz

Tocarei seu nome prá poder falar de amor

Minha princesa, art-nouveau

Da natureza, tudo o mais

Pura beleza, jazz

A luz de um grande prazer é irremediável neon

Quando o grito do prazer açoitar o ar, reveillon

O luar, estrela do mar

O sol e o dom, quiçá, um dia a fúria

Desse front virá lapidar

O sonho até gerar o som

Como querer caetanear o que há de bom

* expressão que considerei a definição mais exata, dada pela minha amiga Paula Cabral Gomes

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Em julho de 2003, postei no blog a crônica da moça no elevador. Lembro-me de quando ocorreu, dos risos que arranquei daqueles que a ouviram ao vivo. Dos comentários sobre ela escrita. Não vou mentir, lembro-me, ao menos, que houve comentários.

E desde então, inflava o peito toda vez que me lembrava da crônica da moça no elevador. Puxa! Que crônica! Se algum dia eu voltasse a escrever assim… Talvez, pensava tristemente, o dom se tivesse ido, e eu nunca mais seria capaz de usar o humor com tanta propriedade. Talvez a capacidade de escrever textos interessantes se esvaísse até eu não poder escrever mais nada. Mas eu teria, em minha memória e peito inflado, uma glória: ter escrito o texto sobre a moça do elevador.

Pensava sempre que deveria recolocá-la no ar, para que todos pudessem conhecer e desfrutar de minha crônica (inacessível desde 2004, quando mudei o domínio do blog e não transferi todos os arquivos). Me restava, ainda agora, uma sensação constante de acalanto, por inconscientemente saber que ela existia, e que seria um bem permitir que outros a vissem.

A idéia voltou-me clara à mente quando uma amiga pediu-me um texto, a ser publicado em seu fanzine. Entregaria-o orgulhosa (e colhendo louvores). Busquei nos arquivos e o encontrei, entre outros assuntos, no dia 23 de julho de 2003.

Decepcionadíssima, pensei que o melhor seria mesmo nunca mais ter lido essa crônica, e teria para sempre em mim a certeza de que algum dia, no passado, tinha escrito a melhor crônica, a mais bonita, com a melhor piada.

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Quase oficialmente jornalista…

Ok, rendo-me. Lá vai o link para a primeira reportagem que me foi designada na faculdade. É sobre a banca da rua Monte Alegre, que fica na entrada - já os pessimistas diriam saída… - da minha faculdade. Nada que eu ache “puxa, como é o melhor texto que já fiz”, mas me diverti bastante durante a entrevista.

A PUC é que banca
Para ler outros textos da turma: Outro jornalismo seção Sala de Aula (no menu superior), link Introdução ao Jornalismo 2006.

A PUC é que banca

Laura Barile

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Ela presenciou as grandes manifestações ocorridas na PUC. Ela esteve lá durante apresentações históricas de peças no TUCA. Ela participou da vida dos alunos como nenhuma outra… Que diria a banca da Monte Alegre se ela pudesse falar!

Como não é possível conversar com a banca, conversei com José Antonio Silva, seu proprietário há 14 anos, para saber o quanto o funcionamento da banca está relacionado ao funcionamento da PUC.

Ela surgiu na época em que os jornais eram vendidos nas ruas, por gazeteiros. Alguém percebeu que o ponto era bom e lá se montou o primeiro caixote. A concessão da prefeitura veio no ano de 1969, 23 anos após a fundação da Universidade.

O TUCA e as manifestações

Para os funcionários da banca, as manifestações da Universidade fazem parte do cotidiano. Entre as mais recorrentes, estão as greves ou mesmo brigas entre aqueles que não aceitam bem o trote dado nos calouros no início do ano. Em especial, foi relatada a invasão da reitoria ocorrida no início de 2004, onde cerca de 100 alunos permaneceram por duas semanas, incluindo madrugadas e fins de semana.

Quando inquirido se a reforma do Teatro da Universidade Católica (TUCA) havia afetado as vendas, José Silva comentou que não foi só na época das reformas que o movimento caiu. Segundo ele, depois da reforma parece que não se investiu na qualidade e na divulgação das peças, de maneira que as peças, que noutros tempos já tiveram lotação completa durante toda a semana, recebem 30, 40, 50 pessoas – enquanto o espaço oferece 672 lugares.

Afirmando que a banca é “mais ou menos uma continuidade da PUC” ele contou que cerca de 75% de seus clientes são alunos ou professores da Universidade e definiu-os como um público com muita educação. Apesar de já ter sido proprietário de outras bancas, nos bairros do Morumbi, Lapa e em Perdizes, próxima à UNINOVE, afirmou que a banca da Monte Alegre é um ponto totalmente diferente, em que dá prazer trabalhar, “porque todo dia tem um pessoal que está aqui, você vai criando uma amizade”.
Por outro lado, Silva comentou que na PUC “começa-se tarde, termina-se cedo e emendam-se muitos feriados”, em relação a outras faculdades, o que, embora venha a ser desejável pelos alunos, caracterizou como “péssimo” para a banca. Isso porque sua renda advém principalmente do consumo por parte da comunidade puquiana. E, por esse motivo, também a PUC se vê espelhada nessa que serve como sua extensão.

Endereço: Rua Monte Alegre, 981
Telefone: 36732213

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Congada no centro de São Paulo/ 28 de março

O menininho sem camisa à esquerda (e que também não tinha sapatos) ficou fascinado com a congada. Olhava exclusivamente para as crianças que participavam do grupo.

Vendedor de pirulitos na Vila Madalena/ algum domingo ensolarado

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Como justificar a violência com mais violência

Textos no site do Exército caracterizam o golpe (aliás, não o caracterizam como golpe, e sim como “A Revolução Democrática de 1964″) como “uma etapa da história onde o sangue e a maldade apareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.”

Há ainda a afirmação de que “Os 300 esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 68, representam uma taxa de violência bem modesta para um país com mais de cem milhões de habitantes, principalmente se comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população 15 vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que habitaram nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação aos cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe.”

As “circunstâncias” referidas são o período de instabilidade por que passava o país, segundo o texto, com uma esquerda fortemente organizada e uma direita armada pronta ao combate, o que geraria um derramamento de sangue muito maior do que o que ocorreu.

(do texto A hitória oficial de 1964, do historiador Olavo de Carvalho, publicado no jornal O GLOBO em 19 de janeiro de 1999 - e contido no site do Exército Brasileiro)

Ah, ótimo! Então está tudo justificado: a violência cometida serviu por prevenir uma violência ainda maior que estaria por vir. Ou melhor, comparada a outros países, outras revoluções, e outras ditaduras, as prisões e mortes foram irrisórias.

Toda violência é condenável! Caracterizar duas mil prisões políticas e 300 mortes como “um nada” é um crime: o que esperar de nosso exército?

E essa idéia persiste: ontem, em nota oficial, o General-de-Exército e Comandante do Exército Francisco Roberto de Albuquerque, exaltou o 31 de março, mencionando-o como acontecimento que preservou a democracia.

Links interessantes do site do Exército Brasileiro:

A HISTÓRIA QUE PRECISA VIRAR HISTÓRIA (Antecedentes e Revolução Democrática de 1964)



Ordem do dia - 31 de março de 2006

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