Nem um dia

Não durou. Já, em um dia, recebi um moooonte de spams: ainda em busca de um bom sistema de comentários.

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Habilitei os comentários. Vejamos quanto tempo eles ficarão sem a invasão por spams!! (e tomara que fiquem para sempre!)

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Vale descrever? (uma sensação imensa de perda)

Hoje perdi uma pu… foto. E não há sensação pior que essa. Com exceção de perder um texto recém digitado, não ter a chave de casa, ou perceber que pisou em um chiclete.

Estava um homem, mendigo sujo e esparrapado, com olhos vidrados e boca triste olhando para o vidro da Reserva Cultural, onde fizeram um restaurante com olhos para a av. Paulista. De um lado, as pessoas comendo. De outro, o mendigo, olhando (talvez para o nada) na direção de cada uma delas.

Eu, a procurar minha câmera.

Passado algum tempo, as pessoas, não podendo ignorar os olhares carentes do mendigo, passaram a olhá-lo também, tentando não desviar os olhos (impossível). Expressões de incômodo, não mais tocavam a comida…

O mendigo coçou as genitálias. Peguei a máquina. Segurei-a e… passou um grupo enorme de gente entre o mendigo e o restaurante! (quando antes, durante todo o tempo em que observava a cena buscando a máquina em minha mochila, não passara ninguém!) e quando novamente ficou ele, sozinho, a observar o vidro do restaurante como quem olha uma vitrine, virou e saiu andando. Ainda por um tempo, as pessoas mantiveram suas expressões (e um dos homens me olhava - e à máquina - com reprovação). É justo?

Mas de tudo isso, o que mais me chamou atenção, é que o olhar do mendigo não parecia interesseiro. Ele tinha jeito de louco, de alguém fora da realidade, e portanto não parecia estar lá para chamar a atenção, ou conseguir comida, ou irritar os que comiam. Seu olhar era sinceramente carente.

E EU PERDI A FOTO!

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Carnaval - São Luiz do Paraitinga

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Inflamação de garganta

Pediu que abrisse a boca. Apoiou o palito em minha língua, e disse com o tom mais exclamativo possível:

- Nossa!

E médico lá pode fazer isso?

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