Férias… nem sei se devo pedir perdão pela falta.
Por falar em férias, resgatarei os posts de férias que nunca foram escritos, descritos ou ilustrados por completo: voltemos à Argentina!
No dia em que fomos ao zoológico (de repente o passado volta à minha mente como um filme, em flashs vivos e coloridos). Faço uma pausa para uma reflexão.
Tudo bem, clichê é clichê, brega é brega, repetitivo é repetitivo, mas as pessoas adoram sentir-se envoltas pelo brega. Daí o sucesso dos filmes românticos, ou a idealização do amor com mil rosas roubadas e tudo mais. É brega, mas gostam. Até por isso gostam.
Onde estava mesmo? Ah sim, nos flashs vivos e bregas, digo, coloridos. Encontramos, em uma das inúmeras praças próximas ao zoológico, um senhor com sua enorme máquina lambe-lambe.

Pedimos uma foto, o que permitiu que eu tirasse fotos daquele passado tão presente, e que minha mãe lhe fizesse perguntas sobre sua profissão. Tinha ele também uma polaroide, com a qual disse enganar as pessoas, uma vez que não fazia nada além de apertar o botão.



Minha mãe lhe perguntou se o ácido no qual ele mergulhava a ponta dos dedos (sem luva nem nada) para molhar a foto não lhe fazia mal. Respondeu que já estava acostumado.

Por fim colocou a foto, de ponta cabeça, em um pedestal, se não me engano para tirar uma foto da foto.
Só de pensar no custo, no tempo para sair uma foto, no trabalho, na imobilidade da câmera e, principalmente, na qualidade da foto eu fico abismada. Não é incrível pensar como as máquinas fotográficas evoluíram?