Humanóides

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Odeio ter que copiar seqüências de números e letras para que um e-mail seja mandado, ou um comentário aceito. Me sinto tão máquina. Nunca sei direito se aquele número pontilhado e cortado por um traço é um quatro mesmo. Ou se é, talvez, um “y”.

E o pior é que com o desenvolvimento das máquinas, essas figuras para confirmar se somos humanos tendem a ser mais elaboradas (o que é incrível, considerando-se que hoje elas envolvam números e letras, com uma fonte diferente para cada caractere e um traço torto em cima - que não existia até pouco tempo atrás). Essa maior elaboração me leva à conclusão inevitável de que no futuro os seres humanos serão muito mais inteligentes.

Além disso, em contraposição ao desenvolvimento (se é que pode ser assim chamado) desse sistema de confirmação de humanidade, com o mundo moderno cada vez mais moderno, os humanos terão muito menos tempo para provarem-se humanos. Isso levará a um movimento natural de capacitação para que os caracteres (que já serão mais elaborados) sejam identificados mais rápido. Os humanos do futuro serão, portanto, além de muito mais inteligentes, muito mais humanos que nós. Ou pelo menos assim se provarão.

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Já perceberam que móvel embutido é uma grande contradição? A essência do móvel é ser móvel. Daí o nome. Embuti-lo é tirar sua essência. Não seria o móvel embutido um imóvel?

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Escolhe-se uma faculdade, por exemplo a USP, que tem um vestibular extremamente concorrido e de renome no que diz respeito à avaliação para ingresso na faculdade.

Espera-se quatro anos, que é o tempo em média para que se conclua a maioria dos cursos superiores.

E por fim faz-se com que os aprovados no exame, passados os quatro anos, prestem de novo o vestibular.

Quantos candidatos seriam aprovados? Arrisco dizer que poucos, mesmo considerando que todas essas pessoas já teriam um diploma de curso superior.

Pois explico o por quê de achar que esse resultado colocaria em xeque a validade do vestibular como avaliador de capacidade intelectual, por assim dizer. O sistema, a meu ver, serve mais para bitolar do que para ensinar. É fato que a prova não pede dados históricos sem exigir que o vestibulando os relacione a fatos atuais ou a outros fatos históricos, porém, a quantidade de matérias exigida e a abrangência de temas faz com que seja impossível para o vestibulando saber tudo de forma completa. Isso pode fazer com que a pessoa que vai prestar (ou ver se presta para) o vestibular decore as informações e a forma “mais exata” de relacioná-las (de maneira a agradar o corretor e ganhar nota). Tais informações, principalmente aquelas que não têm relação com o campo no qual a pessoa pretende trabalhar, seriam portanto facilmente esquecidas em quatro anos.

Ah, não vejo a hora de ser uma jornalista de renome e poder colocar em prática minha idealizada pesquisa!

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E por que não voltar no tempo?

Trago a vocês (em primeira mão) três fotos do carnaval em São Luiz do Paraitinga.


Boneca gigante do bloco Juca Telles

Boneco gigante do bloco Juca Telles

Pessoas vestidas coloridas vistas pelo buraco de um restaurante

Lá o carnaval é na rua, com praticamente os mesmos blocos e as mesmas marchinhas todos os anos. É um máximo.

E quando estiver menos mal humorada escrevo algum texto. E quando escanear mais fotos dessa viagem publico a teoria das vacas deitadas.

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