Uma reflexão natalina

Algo que me intriga é que todo ano as vendas de natal sobem. Não importa como esteja a economia, não importa quão cheio esteja o shopping, ano após ano os telejornais noticiam os estrondosos números. Esse ano não foi diferente, segundo o jornal da Band, as vendas cresceram 15%, e mais uma quantidade imensa de crescimentos, como de vendas pela internet, média gasta por consumidor, comparação com outros anos…

Uma pequena pesquisa no Google com as palavras-chave “vendas de natal crescem” (http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=%22vendas+de+natal+crescem%22&meta=) me levou a inúmeros resultados repletos de estatísticas. E eu me pergunto onde isso vai parar.

Será que de fato as vendas crescem a cada ano?!? Não imagino como.

Outra coisa, muito menos natalina, que eu gostaria de comentar é o novo filme da Xuxa. Não, pelo amor de deus, não o vi e nem penso em vê-lo. É que a propaganda fala “Xuxa e o tesouro da cidade perdida”, com Xuxa Meneguel e grande elenco. Por um lado já é bom que excluem a Xuxa da categoria grande elenco. Mas por outro, imagino dolorosamente qual é o grande elenco (dito com toda a pomposidade requerida). E, aliás, por que todo filme da Xuxa tem que ter o nome dela? Oras, Laura querida, para vender…

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É só aguardar um pouquinho…

Foi o que mais ouvi, nas longas horas que passei no cabeleireiro para mudar de laurazul grisalha para…

Muito prazer, Lauranja

De novo a velha futilidade no blog, que fazer… fiquei em dúvida quanto a qual auto-retrato laranja colocar aqui. Fiquei em dúvida quanto a uma foto, pois cada vez que a olhava a via de forma diferente. Me achei fofa, segundos depois me achei torta, logo em seguida me vi séria… e assim resolvi colocá-la.

Ok, perdoem a inutilidade e o narcisismo de meu post, mas enfim, foi natal.

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Soria!

Pois conto-lhes algo inusitado que me aconteceu. Tinha acabado de sair do cabeleireiro, depois de ver o que dá para fazer com o meu cabelo azul meio grisalho, quando, enquanto desviava de uma pequena aglomeração com flashes, um homem me parou e começou a falar em japonês comigo. Um segundo socorreu e explicou que eles estavam fazendo um trabalho para a Expo 2005, do Japão, e estavam tirando fotos de pessoas sorrindo em vários países do mundo para expôr, e se eu não poderia contribuir. É difícil confiar nas pessoas, não é mesmo? Mas imaginei que seria impossível roubarem meus rins apenas com uma máquina fotográfica, além de que, vários cabeleireiros do Soho estavam sendo fotografados. Aceitei, e no segundo seguinte me vi mirada por uma máquina operada por um japonês que gritava alegremente “Soria!” (com um érre só) e mexia os braços com o intuito de me fazer gargalhar. Senti-me um pouco incomodada, devo dizer.

Depois disso tive que escrever em um papel o que é “alegria (merry)” para mim e autorizar o uso de minha imagem.

Já me certifiquei de que não há cicatrizes em minhas costas. Eles disseram que as fotos sairão daqui a mais ou menos dois meses no site www.21merry.net, que aliás, eu já me certifiquei de que existe, com várias fotos! Pena que seja todo escrito em japonês: vai saber o que tem escrito sobre as pessoas…

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Não vivo sem comentários. Acreditem que mesmo sabendo que eles estão cancelados, sempre passo pelo blog para ver se acaso não voltaram, se não teria um esperando pacientemente para ser lido…

Preciso pressionar mais o meu irmão, para ele consertar o problema de vez, até lá, ai tristeza!

Estava pensando que cajuzinho é um doce em desuso. São raramente encontrados em festas, e agora até em supermercados, sumiram da estante dos doces em lata. Sumiram ou raramente são vistos por lá.

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Como os mais atentos (ou os mais assíduos) devem ter percebido, meu blog foi inundado de comentários de cassinos e poker. Enquanto arquiteta um plano de fuga, meu irmão proibiu os comentários. Que posso fazer? Também sofro com isso.

Hoje tentei pegar um ônibus na esquina da minha casa e demorou por volta de 20 minutos. Não é um absurdo? E não é que o ônibus era difícil, era o mais comum de todos, mas não passava nenhum ônibus. E custa 1,70! Fora os absurdos de impostos cobrados pelo município. Deveria ser de graça. E bom, principalmente. Agora caro e ineficiente, é inadimissível, como as pessoas aceitam? Como todos pagam?

Outra coisa que estava vendo é que para entrar no ônibus é muito difícil, já que o degrau é muito alto. Hoje uma senhora quase não conseguiu subir no ônibus.

Ah, esqueci de comentar que finalmente (depois de cinco meses do lançamento) consegui comprar a revista Ocas” que tem a entrevista do Chico Buarque e seus lindos olhos azuis na capa. A entrevista é totalmente humanizante, já que o Chico comenta como é voltar a compor depois de passar um longo período só cuidando da literatura, dizendo… vou transcrever para não cometer nenhuma atrocidade: “E agora estou penando para voltar para a música, existe essa dificuldade. Parece coisa fácil, as pessoas acham que é um pouco isso, mas não é. Do tipo deu na veneta escrever um livro, pronto, vou lá e escrevo um livro. Deu na veneta fazer música. Não é assim, é custoso.”

Incrível, não acham?

Outra coisa que ele falou foi que ele é músico e não escritor, o que contradiz toda a teoria criada por mim (e publicada no blog) após ler Budapeste, de que o Chico sempre foi escritor, mesmo nas músicas, mas acho que ele é os dois nos dois. Na música é possível encontrar um escritor, e no ritmo dos textos, um músico.

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Ah, férias, ócio corporal e mental, inevitavelmente.

Ontem assisti a “Viva Voz” e faz realmente muito tempo que não comento filmes por aqui. Achei o filme muito inovador, por se tratar de uma ação previsível, com um humor que não tende à baixaria, duas coisas extremamente incomuns no cinema nacional.

Percebi, enquanto assistia, que o que me fascina nos filmes é a fotografia. E filmes brasileiros costumam ter uma fotografia fantástica. Esse não fica para trás, com uma iluminação pálida e ângulos ousados, que contribuem para um clima de engenhosos golpes e esquemas envolvendo milhões de reais. Disse que o roteiro era inovador: onde já se viu golpes em comédias brasileiras?

Outra coisa diferente desse filme é que as cenas 3D não são toscas, e até nelas os ângulos de filmagem são geniais. Porém o filme acaba se estendendo muito, psicologicamente falando, por não ser tão comprido assim, o que o leva a ser, em certas partes, chato.

Hoje eu assisti a “O Expresso Polar”. Achei chato, mas não vale um comentário.

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Muito prazer, Laurazul

Pois é, para a peça e por vontade pessoal, pintei o cabelo de azul. Tá certo, já sei que o blog não segue o estilo “querido diário”, nem estoque de fotos fúteis. Mas queria dizer, oras…

A peça saiu super bem. Única apresentação, infelizmente, mas não deu nada muito errado em nenhuma cena. E agora finalmente me vejo livre dos ensaios e aberta às férias.

E como todos podem ver, logo agora completamente sem assunto. Falei sobre o filme “Celular - Um Grito de Socorro”… mas, ah, faz tanto tempo que o vi…

E ele nada mais é que um filme de ação, desses em que não existe verossimilhança porém ainda assim é divertido, ou melhor, até por isso é divertido (não parava de fazer críticas no meio) com a diferença de ser totalmente patrocinado pela Nokia, o que o tornou uma propaganda inverossímil em longa-metragem.

Ah sim, lembrei-me do que ia comentar realmente. É que antes de começar o filme, passou uma daquelas propagandas para que desligassem o celular, que tinha como slogan a seguinte frase: “celular e cinema não combinam”.

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Fui comprar o novo CD do Roberto Carlos e já volto

Lembram dessa propaganda? Em todos os locais (lojas, casas, vendinhas), havia plaquinhas e avisos com essa frase. Lógico que a propaganda era do CD novo do Roberto Carlos, e embora eu o considere de todo brega, acho essa a frase mais exata quando não estou por perto por qualquer que seja o motivo. Ela, portanto, intitula esse post para avisar que só volto de … dedos inteiros (pois com eles escrevo) depois do dia 8, que é quando apresento minha peça. Até lá, como devem ter notado pela minha ausência, em nada mais pensarei a não ser o teatro.

Faltava uma reflexãozinha quanto à gramática: espatifar é uma palavra muito estapafúrdia

Ainda precisava comentar o filme “Celular” a que eu assisti um dia desses… de qualquer forma, voltemos ao título do post.

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