Pois é, demorei. Ironia de tudo que me cerca. Nunca vi speedy mais lento…
Já disse a vocês, em certa e longínqua ocasião, que adoro encontrar antigas anotações perdidas por aí. Eis que encontro, em meu caderninho de anotações, a pergunta “Quer palavra mais improvável que lusco-fusco?“.
É nessas situações que eu acho que existe definitivamente mais de uma Laura. Parece que converso comigo mesma. Puxa, é bem verdade que lusco-fusco é uma palavra improbabilíssima, ao que outra Laura completa, e olha que você nem imaginava que algum dia já tinha tido essa reflexão.
Enfim, loucuras à parte, vocês tem que concordar que essa palavra foge a toda a falta de engenhosidade da gramática brasileira. Um gênio, diria eu, da sonoridade, deve ser o responsável por ela, provavelmente alguém muito contrário ao inconseqüente que criou “superstição”, ou ao incapaz que deu a “lúgubre” o sentido de fúnebre, aliás, essa sim uma palavra que faz juz ao sentido. Tal qual “lânguido”, com sua auto-explicabilidade.
Espero que minha ausência não me tenha custado muitos leitores. Mas de fato a internet não ajuda. De qualquer forma, outro dia volto ao meu adorado assunto da gramática, afinal, não citei nem “indubitavelmente” nem “famigerado”…