31 de October O espanta público

Jack Black (tubarão), Angelina Jolie, Will Smith e Renée Zellweger
“O Espanta Tubarões” é o típico filme comercial. Aproveitou a ondinha Nemo (desculpem-me o trocadilho por falta de palavras - por mais irônico que isso possa parecer), tem como grande parte de sua trilha sonora a música black, a onda do momento (se me permitem a repetição do trocadilho fraco, agora intencionalmente) e os dubladores são nada menos que Will Smith, Robert De Niro, Renée Zellweger (a Bridget Jones, cujo nome eu nunca vou saber falar) e Angelina Jolie, além de contar com a participação musical de Christina Aguilera e Missy Elliot.
Apesar de toda a tentativa de tornar o filme “pop”, as piadas são sem graça, a narrativa é totalmente previsível, mostrando a chatérrima mesma história de sempre, do homem que, após virar importante, descobre a paixão da moça que o via quando ele era um joão-ninguém e, como se tudo isso não fosse suficiente para tornar o filme insuportável, os diálogos não fogem dos clichês. A diferença, que não torna a história em nada mais divertida, é que dessa vez os personagens são peixes.
Uma idéia que poderia ter sido boa foi adicionar características dos atores dubladores às animações, porém, os pseudo-narizes, orelhas e roupas esquisitas deixaram os peixes e a animação como um todo horríveis! Ah sim, à exceção das duas águas vivas de dreads, que ficaram geniais, embora apareçam em uma cena chata.
Hoje, domingo, dia de Faustão, reparei em uma coisa óbvia que nunca tinha me ocorrido: as moças que dançam no programa são de longe a coisa mais ridícula da televisão brasileira. A começar pelo figurino, aquelas saínhas coloridas, com uma blusa justa e peluda no colarinho. A breguice nem é justificável pela baixaria. Saínha curta ou não, convenhamos que é ridícula. Depois pelo fato de as coreografias serem totalmente independentes das músicas, e por fim por sempre pararem ofegantes e sorrindo colgatemente, como se alguém acreditasse que elas estão felizes.





