Ah, tempo… coisa para poucos!
Ontem fui com o colégio à gravação do programa “Altas Horas”, do Serginho Groisman. Foi um máximo, vocês não imaginam a quantidade de refletores (é assim que chamam aquelas luzes- eu até ia colocar “de iluminação”, mas meu objetivo não é definitivamente soar redundante) que tinha no teto, além de o estúdio contar com uma câmera que vira e roda para todos os lados possíveis e imagináveis, que ao serem imaginados e concretizados passam também a ser possíveis, não fazendo muito sentido minha frase. Ela ficava pendurada por um pedestal do teto, que também se mexia para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita. Queria uma dessas para mim! Primeiro preciso de um estúdio.
Ah sim, quanto aos convidados, achei tudo ótimo: foram a Luana Piovani, o Cidade Negra, o Djavan e, para minha imensa felicidade, o diretor Jayme Monjardim e a protagonista do filme “Olga”, Camila Morgado. O ruim da história foi que eu não levei minha máquina. É que até o dia da gravação, não sabia se conseguiria ir: era a primeira da lista de espera. Felizmente uma pessoa desistiu e a vaga foi cedida a mim. E além disso eu não pensei em levar a máquina.
Não entendo como as pessoas podem ser tão burras. Estavam sentados nas cadeiras o Jayme e a Camila, e todos gritavam desesperadamente “Camila, Camila!”, esperavam até ela simpaticamente posar para a foto (e ela simpatissíssimamente posou para todas) e não tiravam do diretor, lá dando sopa! Um do lado do outro, acreditam? Eu gritaria o nome dos dois. Fiquei de frente para a entrevista, sentada no chão, foi muito legal.
Agora quero assistir ao programa, que aliás vai ao ar nesse sábado, segundo o site “após o telecine”, segundo o que me disseram, das 0h às 2h da madrugada. É que nada lá era feito em ordem cronológica e tudo foi muito forjado para parecer que o programa é ao vivo, queria ver como ficou editado. Por exemplo, o Serginho ligou de lá para o Bussunda, enquanto entrevistava a Luana Piovani e quando a atendente falou “boa tarde” ele respondeu “boa noite”, ao que ela respondeu “boa noite”, e eram 4:40 da tarde. Além disso, quando entrevistava o Jayme Monjardim e a Camila Morgado, ele disse “eu já assisti ´Olga´, que estreiou ontem”. O detalhe é que “Olga” estréia hoje, dia 20, e ele disse isso ontem no dia 19, como se estivesse amanhã no dia 21, que é quando o programa vai ao ar. Outra coisa muito forjada foi a indecisão do Djavan quanto a qual música tocar. Ficou duas horas pedindo opiniões do Serginho, da platéia, da banda. Quando foi tocar a última música ficou um tempão para se decidir entre “Lilás” e uma do CD novo. Cantou “Lilás”. Quando me mudaram para o lugar onde o Djavan tocou (já explico), pude ver no chão um papel com as quatro músicas que ele fingiu decidir já listadas.
Essa história de mudança de lugar é porque eu estava no chão atrás da entrevista da Luana, depois que o Djavan tocou, mudaram-me (ou melhor, mudaram-nos) para o local onde ele havia estado, já que onde estávamos sentados, iriam ficar os outros entrevistados da noite, mas ambos os lugares onde sentei foram ótimos, eu fiquei muito perto de tudo.
A conversa sobre o filme “Olga” foi bem superficial, como me advertiram que poderia ser. A conversa com a Luana Piovani foi em certa parte produtiva: dentro de toda a prepotência da atriz, ela mostrou-se uma pessoa simpática. Simpática e perfeita, lógico. Depois que o Serginho a entrevistou, ele foi falar com o Cidade Negra e ficou perguntando dos filhos dos integrantes da banda, porque afinal ele conversara com a Luana sobre a gravidez e tudo mais, quando ele solta:
[Serginho] Mas vamos parar de falar isso se não fica uma conversa muito geriátrica… ah, não é assim, né? Como é de criança mesmo? Pediátrica…
[Mulher da banda, ao meu lado] Eu não acredito que ele falou isso!
Uma maravilha que seja possível gravar e editar os programas antes de exibi-los, não é mesmo?
Então é isso, tenho mais coisas para comentar mas além de o post estar grande demais, não tenho tempo agora. Não deixem de assistir!