O grande norteador dos meus pensamentos, digamos assim, é o meu bloquinho de anotações. Talvez sem ele eu nem fosse eu mesma. O fato é que agora ele não está aqui comigo e sem lembrar-me de assunto algum é que me vejo aqui no blog.

Pois inventarei um novo (vejamos se tenho independência suficiente para isso).

Sábado assisti à peça “Os Sete Afluentes do Rio Ota”, no teatro Hilton. Uma história dividida em sete capítulos distintos (mesmo número de afluentes do rio Ota, no Japão), que trata da desumanidade humana (e nunca um termo foi tão bem empregado assim, fala aí?). Pena que, devido à complexidade do cenário, grande parte da peça me foi invisível, já que me encontrava em um assento no canto do teatro, de onde não era possível ver pelo menos metade da cena. Só mais para o final que pude realmente ver todo o palco, quando fui sentar no chão. O elenco da peça eu fico devendo, não, melhor dizer que eu pretendo colocar aqui, ficar devendo é muito feio. Sei que conta com a participação do Caco Cioccler (mesmo que interpreta Luis Carlos Prestes no filme “Olga”), e da Beth Goulart, que está perfeita na peça, e há mais atores muito bons, cujos nomes exatos não me lembrarei agora (sei mais ou menos os sons dos nomes, serve?). O espetáculo tem cinco horas de duração, que passam inacreditavelmente rápido, já que não só a história, como também os efeitos (toda a parte da produção) são muito bons: em uma determinada parte da peça até chove, de verdade, com água, no palco!

A outra parte dos comentário sobre a peça vem no próximo post, mas digo já agora que é uma das melhores peças a que eu já assisti (a outra melhor foi um monólogo do Paulo Autran, e com ele não há comparação válida).

Então esse post antecipado serve para garantir que voltarei com mais comentários.

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Outro dia estava tomando banho quando vi que havia uma formiga andando do lado de fora do vidro do box. Fiquei pensando o quão assustadora deveria ser minha imagem gigantesca distorcida pela água pelo ponto de vista dela. Foi aí que eu parei para pensar:

1- Se uma formiga está andando de um lado de um vidro e eu estou do outro, ela me vê?

Porque as formigas tem o olhinho em cima da cabeça, não é? Mas ela não percebe nada que está abaixo dela?

Outra coisa que eu sempre quis saber é

2- Por que quando batemos palmas no frio dói?

Meus posts estão ficando mais fúteis… e ainda me pergunto, como um cachorro molhado e pidão*, por que estão deixando menos comentários… tsc, tsc, tsc.

Já pararam para pensar quem foi que disse que “tsc” corresponde ao som que fazemos com a boca e como isso chegou a se tornar uma “convenção”? Quase absurdo…

Segunda-feira assisti a “Peixe Grande”. Não achei nada de especial na fotografia, que me haviam dito que era muito boa, e o resto do filme… não achei nem chato nem bom, eu diria agradável. Ele conta a história de um homem que, cansado das histórias fantasiosas de seu pai, tenta descobrir alguma verdade, e, durante todo o filme, a ficção se confunde com o real, já que aos poucos vão sendo contadas todas as histórias do pai. Cheguei até a chorar no final, mas não tenho muito mais o que dizer sobre o filme, além de, simplesmente e inexplicavelmente, que ele é nulo. Ah, mais dúvidas, por que todas as analogias com peixes? Entendi toda a parte do peixinho dourado do aquário, entendi que o pai pegou “o peixe” com a aliança, só não entendi por que peixes. E por que ele vê a mulher nua no rio? E como depois ela é um peixe? Pensando bem (ou peixando bem), é muito confuso esse “Peixe Grande”! Uma coisa boa do filme que esqueci de comentar é que os personagens (sim, sou contra dizer “as” personagens, não soa natural para mim) aparecem em fases diferentes, quando crianças, quando adultos e quando velhos, e todos os atores escalados inacreditavelmente se parecem muito!

Ontem assisti a “O Gato”, achei a cidade muito bonitinha, imaginária mas sem parecer falsa, as cores lindas em todas as cenas… e o filme, divertido? É, algo assim. Na verdade o que expressa mais o que eu penso é que é um filme bonitinho. Também tem um significado muito diferente para nós daqui, que mal conhecemos o Dr. Seuss, do que para os norte-americanos, que tiveram, em sua maioria, a infância marcada pelos livros dele. Mas apesar disso era um filme que eu queria assistir há tempos…

Decepcionar? Não decepcionou, mas minhas expectativas quanto a esse filme eram baixas, estava com um pé atrás até chegar ao sofá. Depois fiquei com os dois pés à frente, apoiados no banquinho, mas isso não vem ao caso.

Não recomendo realmente nenhum dos dois, mas de todo não são terríveis.

* adorei essa descrição da minha atitude como cachorro molhado e pidão, ri a valer! Mas na verdade nem era uma súplica era mesmo uma constatação… está certo, com um pouquinho de súplica junto.

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Eu acho…

Que caiu o número de visitas do meu blog. Acontece que, desde o incidente com o blogger.com.br (quando injustamente retiraram meu blog do ar por algumas semanas), não tenho mais contador de acessos. Meço, portanto, as entradas, pelos comentários verbais e escritos que ouço e leio.

Certo que nem sempre os comentário são um bom medidor, mas já pensei em todas as possibilidades:

Primeiro, imaginei que o número de comentários caíra por que era período de férias, e como as pessoas viajam, bom, elas deixam de comentar, de mandar e-mails e de tudo mais quanto é coisa da vida internética. Passaram-se as férias.

Decidi que os assuntos não eram polêmicos, nada com o que se preocupar, afinal, também não havia necessidade de muitos comentários em todos os posts. As pessoas comentam se elas têm algo interessante a acrescentar. E prefiro sinceramente a falta de comentários do que os comentários que nada dizem sobre o assunto publicado, servindo só para… boa pergunta.

Passados muitos posts (pois é, essa é a medição de tempo do blog), continuou a situação de poucos comentários, me levando a admitir a possibilidade de estar recebendo menos visitas…

Mas a internet é como o mar, grande e cheia de ondas que vão e vem. Olhem só, nem diminuí o nível do que escrevo… não entendo por que não entram mais! (isso, frase propositalmente brega seguida de tom irônico)

Galera, recado, ontem entrei no blog do Min (coisa que há tempos não fazia) e as fotos dele continuam maravilhosas. E eu continuo no posto de fã número um. Zero é minha mãe, porque foi ela que fundou o fã-clube, mas fui eu que achei ele primeiro!

http://www.fotogarrafa.com.br

Não deixem de entrar e conferir. Tem duas fotos do Maluf perfeitas, uma com o Maluf mostrando os dentes em um sorriso amarelo do lado esquerdo e um cachorro mostrando os dentes raivosos perfeitamente enquadrado do lado direito e outra com ele e um grafite no muro logo atrás, que mostrava o desenho de um homem com o nariz bem grande! Explicar foto não dá certo. Confiram vocês mesmos.

Minhas dúvidas? Ó dúvida cruel! Comento-as agora ou deixo para um próximo post? Deixa pra próxima, que de dúvida esse final de post está cheio demais.

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Outro dia andava na rua quando começaram a me chamar:

[Mulher] Moça, ei, moça, moça!!!

Parei, olhei para o lado. Uma mulher, baixa, nem bonita nem horrenda, metade para dentro de um orelhão, fazia um gesto com a mão para que eu me aproximasse, enquanto chamava-me por “moça”. Fiquei desconfiada, pensei, tudo isso em frações de segundo. Decidi que se ela fosse um mal elemento eu poderia sair correndo, com a vantagem de ela estar dentro do orelhão e ser baixa.

Por fim, um pouco relutante, aproximei-me e pude constatar o motivo para ela ter me chamado:

[Mulher] Você que não tem unha, pode tirar para mim? É que eu não estou conseguindo!

Tentava, sem sucesso, tirar o cartão do telefone, algo impossível devido a suas unhas imensas. Tirei, ela agradeceu, eu, como de costume, disse que imagine, não há de quê, e de nada. E continuei, fingindo que meu dia tinha sido comum.

Outro dia também (incrível como tudo nesse blog acontece n’outro dia), estava escutando “Chico, o amante” e constatei que definitivamente o CD deveria mudar de nome para “Chico, a amante”, afinal, praticamente todas as músicas tem eu-lírico feminino. Ei, está certo usar “eu-lírico” para música?

Também um outro dia, ouvia “Chico, o cronista” e descobri que o nome da música cuja letra eu não lembrava é “Bye Bye Brasil”, e a letra do trecho especificamente comentado é “peguei uma doença em Ilhéus, mas já to quase booooom”, que no caso eu achei que fosse “peguei uma gripe” e não me lembrava onde. Detalhes da vida.

Mais outra coisa que deveria mudar de nome é o “guarda-chuva”. Vocês não concordam que deveria ser “escoa-chuva”? Afinal ele não a guarda…

Vou acabar esse post como novela mexicana. Um pouquinho do próximo capítulo, mas com um certo suspense no ar. Primeiro tenho que adotar um nome de novela mexicana. Seguirei o exemplo da adaptação global (quem não se lembra de “Estrela Guia”, a novela da Sandy?) a essas pérolas e chamar-me de Laura Laurie. Lembram-se do Carlos Charles? Nome escolhido, só falta o suspense de final de cena:

Ainda tenho duas dúvidas increbilissississíssimas (enquanto lêem, vão imaginando um ator com os lábios se movendo frenética e desincronizadamente em relação às falas) e dois textos para escrever. Um mais importante que outro

Sanaria Laura suas dúvidas? Saberiam os leitores qual texto é o mais importante?

Descubra no próximo post de: DIARIA- (pausa) MENTE, um trocadilho fraco (pausa curta) mas válido.

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“Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo” - Olga Benario

Ontem assisti ao maravilhoso filme “Olga”. E sim, sim, sim, anotei todos os meus comentários antes que os pudesse esquecer.

“Olga” é imperdível, embora seja, ou principalmente por ser um filme emocionalmente desgastante. A fotografia é perfeita (vida longa ao Jayme Monjardim!), com ângulos ousados e iluminação maravilhosa, e as cenas são muito bonitas e emocionantes, só não gostei da passagem de uma cena para outra, achei pouco natural, o que fez o filme ficar um pouco picotado. Talvez seja resultado da falta de experiência do diretor, acostumado a minisséries e novelas. Mas apesar disso não havia uma única pessoa com os olhos (rosto ou onde mais pudessem cair lágrimas) secos. Ok, exageros à parte, quase todos choravam, realmente.

Outra coisa que não ficou clara foi o fato de Olga ser alemã, já que ela só fala alemão em pouquíssimas partes do filme, mantendo-se no português sem sotaque, sendo que há personagens que contracenam com ela e, no português, têm sotaque alemão e ainda por cima há partes em que falam alemão com ela e ela responde em português, e outras ainda em que ela fala algumas coisas em alemão (mal por mal, antes isso às chatérrimas misturas de sotaques comuns em novelas, como por exemplo os italianos de “Terra Nostra” ou a moça espanhola de “Cabocla”, aliás, nunca comentei ela no blog…). Uma coisa que eu não entendi é se ela já falava português antes de conhecer Prestes.

Mas definitivamente esse está entre os melhores filmes que eu já assisti, recomendo a todos!

Aliás, não entendi as “acusações” que ouvi por aí de que o filme é apenas uma história muito romanceada e de que o diretor e a roteirista (Rita Buzzar) estragaram a história. O filme foca principalmente na vida da revolucionária, e não da apaixonada, no lado revolucionário e de muita coragem de Olga, e não tanto no seu romance, embora haja muitas cenas maravilhosas da relação dela com Luis Carlos Prestes (só não gostei da cena do navio com fogos e tudo mais, achei ela muito falsa, mas os ângulos de filmagem na hora do beijo e a iluminação são muito bons).

É, são filmes como esse que me fazem imaginar o por quê de ainda estarem fazendo coisas como “Legalmente Loira”, para mim, todo filme deveria ter uma mensagem no fundo.

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Ah, tempo… coisa para poucos!

Ontem fui com o colégio à gravação do programa “Altas Horas”, do Serginho Groisman. Foi um máximo, vocês não imaginam a quantidade de refletores (é assim que chamam aquelas luzes- eu até ia colocar “de iluminação”, mas meu objetivo não é definitivamente soar redundante) que tinha no teto, além de o estúdio contar com uma câmera que vira e roda para todos os lados possíveis e imagináveis, que ao serem imaginados e concretizados passam também a ser possíveis, não fazendo muito sentido minha frase. Ela ficava pendurada por um pedestal do teto, que também se mexia para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita. Queria uma dessas para mim! Primeiro preciso de um estúdio.

Ah sim, quanto aos convidados, achei tudo ótimo: foram a Luana Piovani, o Cidade Negra, o Djavan e, para minha imensa felicidade, o diretor Jayme Monjardim e a protagonista do filme “Olga”, Camila Morgado. O ruim da história foi que eu não levei minha máquina. É que até o dia da gravação, não sabia se conseguiria ir: era a primeira da lista de espera. Felizmente uma pessoa desistiu e a vaga foi cedida a mim. E além disso eu não pensei em levar a máquina.

Não entendo como as pessoas podem ser tão burras. Estavam sentados nas cadeiras o Jayme e a Camila, e todos gritavam desesperadamente “Camila, Camila!”, esperavam até ela simpaticamente posar para a foto (e ela simpatissíssimamente posou para todas) e não tiravam do diretor, lá dando sopa! Um do lado do outro, acreditam? Eu gritaria o nome dos dois. Fiquei de frente para a entrevista, sentada no chão, foi muito legal.

Agora quero assistir ao programa, que aliás vai ao ar nesse sábado, segundo o site “após o telecine”, segundo o que me disseram, das 0h às 2h da madrugada. É que nada lá era feito em ordem cronológica e tudo foi muito forjado para parecer que o programa é ao vivo, queria ver como ficou editado. Por exemplo, o Serginho ligou de lá para o Bussunda, enquanto entrevistava a Luana Piovani e quando a atendente falou “boa tarde” ele respondeu “boa noite”, ao que ela respondeu “boa noite”, e eram 4:40 da tarde. Além disso, quando entrevistava o Jayme Monjardim e a Camila Morgado, ele disse “eu já assisti ´Olga´, que estreiou ontem”. O detalhe é que “Olga” estréia hoje, dia 20, e ele disse isso ontem no dia 19, como se estivesse amanhã no dia 21, que é quando o programa vai ao ar. Outra coisa muito forjada foi a indecisão do Djavan quanto a qual música tocar. Ficou duas horas pedindo opiniões do Serginho, da platéia, da banda. Quando foi tocar a última música ficou um tempão para se decidir entre “Lilás” e uma do CD novo. Cantou “Lilás”. Quando me mudaram para o lugar onde o Djavan tocou (já explico), pude ver no chão um papel com as quatro músicas que ele fingiu decidir já listadas.

Essa história de mudança de lugar é porque eu estava no chão atrás da entrevista da Luana, depois que o Djavan tocou, mudaram-me (ou melhor, mudaram-nos) para o local onde ele havia estado, já que onde estávamos sentados, iriam ficar os outros entrevistados da noite, mas ambos os lugares onde sentei foram ótimos, eu fiquei muito perto de tudo.

A conversa sobre o filme “Olga” foi bem superficial, como me advertiram que poderia ser. A conversa com a Luana Piovani foi em certa parte produtiva: dentro de toda a prepotência da atriz, ela mostrou-se uma pessoa simpática. Simpática e perfeita, lógico. Depois que o Serginho a entrevistou, ele foi falar com o Cidade Negra e ficou perguntando dos filhos dos integrantes da banda, porque afinal ele conversara com a Luana sobre a gravidez e tudo mais, quando ele solta:

[Serginho] Mas vamos parar de falar isso se não fica uma conversa muito geriátrica… ah, não é assim, né? Como é de criança mesmo? Pediátrica…

[Mulher da banda, ao meu lado] Eu não acredito que ele falou isso!

Uma maravilha que seja possível gravar e editar os programas antes de exibi-los, não é mesmo?

Então é isso, tenho mais coisas para comentar mas além de o post estar grande demais, não tenho tempo agora. Não deixem de assistir!

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“Eis, o malandro na praça outra vez (…)”

Já que ao escrever o último post estava saiiinndo de casa para assistir a “Ópera do Malandro”, acabei não comentando coisas importantes.

A primeira ainda é sobre “Fahrenheit”: achei que foram apresentados muitos pontos de crítica ao governo Bush, até finalmente se aprofundar na guerra, o que deixou o começo (até bem lá pro meio) do filme meio no ar. Certo que os fatos “jogados” tem a ver com o tema exposto depois, mas de uma forma ou de outra ficaram muito soltos.

A segunda coisa extremamente importante é que, sim, a Má conseguiu lembrar a propaganda “mto boa pay-per-view”. É exatamente essa em que uma menina sai correndo e dá um salto atlético para cair no sofá. Estou adorando todas essas propagandas que aproveitaram o momento atual para fazer alusões às olimpíadas, vi outras boas. Adivinhem! Pois é, não me lembro.

“Ópera do Malandro” é um bom espetáculo, não perfeito, mas bom. Achei que os cantores no começo se perderam no tom e o ator que interpretou Fernandes de Duran decepcionou ao cantar “Hino de Duran”, do maravilhosíssimo Chico Buarque (como todas as músicas do musical). Não estou questionando se ele canta bem ou mal, é que na versão do Chico tem uma coisa meio afetada de acompridar as vogais e fica até sem graça ouvir a música sem isso (presente na parte “com seu faro de dobermaaaaaaaan”, pra já engatar o “mas se definitivamente a sociedade (…)”, por exemplo). Mas tudo bem, Fernandes de Duran foi interpretado pelo Mauro Mendonça, que é o ator que fez Rui Novaes, político corrupto de “Anjo Mau”. E sabe como é, ter feito a única novela a que eu assisti por prazer e não para uma crítica posterior é a única coisa que um ator precisa para receber sempre um olhar carinhoso de minha parte.

A cena final, com todos os atores cantando, foi maravilhosa. Admito, essa sim foi perfeita, principalmente na hora em que começaram todos os atores a cantar, lentamente e baixinho, “Eis o malandro na praça outra vez/ Caminhando na ponta dos pés (…)” e, no centro do palco, o malandro Max Overseas (interpretado por Alexandre Schumacher) começou a falar em cima da música.

E imaginem vocês que eu não sabia que essa era a peça da música “Geni e o zepelim”. Fiquei felissíssima ao ouvir o anúncio antes da peça de que a personagem Geni seria interpretada exepcionalmente por (…) - não lembro o nome, também não exijam demais de minha fraquíssima memória- e me dei conta de que sim, ouviria aquela música contextualizada. Só não achei tão contextualizada assim: Geni precisava falar um endereço para os Duran, e resolveu contar sua história, aí entrou a música, e no finalzinho, emendou-se o endereço, falado rapidamente, e esse foi o fim da cena.

Ainda achei que a personagem parecia lisonjeada com o fato de o comandante tê-la escolhido para passar a noite, enquanto na verdade ela deveria ter sentido asco, como diz a letra da música (”Acontece que a donzela/ e isso era segredo dela/ também tinha seus caprichos/ e ao deitar com homem tão nobre/ tão cheirando a brilho a cobre/ preferia amar com os bichos” e “Que ela dominou seu asco/ nessa noite lancinante/ entregou-se a tal amante/ como quem dá-se ao carrasco”).

O cenário é outra coisa muito bem pensada, muito bom, composto por uma estrutura de dois andares e três partes do andar de baixo que rodam, de maneira a mudar os ambientes. Ok, a intenção não era que alguém realmente entendesse.

De uma forma ou de outra, se não tivesse ido a essa peça não iria me perdoar, ou superar esse terrível trauma, nunca. E ruim não foi, só não foi perfeito.

E, plagiando comentário gracioso da Tatu: a trilha do musical é muito boa.

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Ontem assisti ao filme “Fahrenheit 11 de Setembro” (”Fahrenheit 9/11″). Estou pensando seriamente em andar com um gravador para não deixar passar os comentários feitos logo após o filme.

Não achei a argumentação tão boa quanto a de “Tiros em Columbine” (”Bowling for Columbine”), primeiro documentário do provocativo diretor Michael Moore, embora o assunto do segundo filme seja indiscutivelmente mais importante, considerando-se o fato de se tratar de uma crítica consistente ao governo Bush e à guerra contra o Iraque.

O formato dos dois filmes é o mesmo: introdução longa, créditos, fatos e argumentos, e como finalização a tese, comprovada ao longo do documentário. Apesar disso, no segundo filme o diretor, roteirista e produtor entra poucas vezes em cena e não se preocupa em quebrar os argumentos dos entrevistados, já que com o tempo o próprio filme o faz. Provavelmente uma estratégia para que as acusações tenham um tom de veracidade e não pareçam apenas opiniões bem sustentadas, mas que tira a “ação”, por assim dizer, bem aproveitada no primeiro filme. Outras prováveis estratégias foram o humor e a música, empregadas (creio eu) para diminuir a tensão do tema, porém, além de quebrar momentos trágicos, isso prejudica a argumentação.

Na primeira parte do filme, embora fique evidente, a partir dos documentos apresentados, que as afirmações provém de fatos concretos, a impressão é de que elas são baseadas em opiniões pessoais do diretor sem que ele explicite isso na narrativa. Isso contribuiria para todos aqueles que criticaram o estilo de Moore, ao taxá-lo como manipulador e não-documentarista, algo com que eu não concordo de forma alguma, já que, como insisto em dizer, no primeiro filme fica óbvio que a argumentação parte da tese dele, dessa maneira as pessoas não tomam o filme como verdade, e sim como uma interpretação possível para os problemas do armamento, e podem concordar com ela ou não. No segundo filme, parece que Michael Moore quis tirar esse tom de documentário explicitamente opinativo, deixando os fatos e pessoas falarem por si sós (e há muitas entrevistas com pessoas nesse filme).

Outra coisa que eu queria comentar é que o filme aparece como sendo “o mais polêmico do ano”. Acredito que para nós brasileiros, o fato de Bush ser um completo idiota que só invadiu o Iraque por se interessar pelo petróleo de lá foi mais divulgado, o que torna o filme menos polêmico, já que Moore joga toda hora com a idéia de que os americanos foram manipulados e enganados pelo presidente, que afirmou inúmeras vezes com veemência que o Iraque possuía armas de destruição em massa e preparava-se para atacar a ‘maior nação do mundo’. Apesar disso, o filme mostra outras falhas gravíssimas do governo Bush que não foram difundidas (como o escândalo das eleições que o elegeram).

No geral, vale a pena assistir, mas sugiro que também vejam “Tiros em Columbine”.

Agora vou sair correndo que hoje vejo a ópera do malandro!!!

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Já pararam para pensar por que quem vai ao médico se chama paciente? Caso não o fosse nunca chegaria ao início de uma consulta. As salas de espera são outra coisa fascinante. As pessoas já sabem que vão para lá esperar. Deveriam tirar a polidez do nome e chamá-las logo de “salas de muita e insuportável espera”.

Tenho uma pergunta para fazer. Aconteceu-me algo terrível: outro dia assistia à TV, quando vi uma propaganda ótima. Na indecisão anoto não anoto decidi anotar, antes que esquecesse. Dias mais tarde, lembrei-me de ter gostado de uma propaganda, e senti um imenso alívio por ter anotado qual era, porque de forma alguma conseguiria me lembrar. Esqueci-me de novo e só alguns dias depois me lembrei dessa história e finalmente olhei minhas anotações: “nova prop. do PAY-PER-VIEW mto boa”. Alguém aí sabe me dizer qual é a nova propaganda do pay-per-view da net?

Fazer o que, não há como confiar nem um pouquinho na minha memória.

De qualquer forma espero respostas…

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Acabei de assistir ao filme “Tudo Sobre Minha Mãe” (”Todo Sobre Mi Madre”), do famosíssimo diretor Pedro Almodóvar. Sinceramente? Não gostei muito. Apesar de gostar de dramas, considero esse filme um drama dramático demais, além de ter elementos um tanto quanto fantasiosos ou no mínimo improváveis.

Apesar desse incômodo causado pelo roteiro dramatissíssimo e repleto de homens com próteses de silicone (sem que isso signifique que não gostem de mulheres), o filme é impecável nos aspectos técnicos. Não se esperava menos (por mim, lógico, eu é que escrevo) do Almodóvar, mas digo-lhes de passagem, a fotografia é perfeita, sem discussão, uma exata combinação de cores e enquadramentos que, embora sejam inovadores, parecem naturais. A trilha sonora também não fica para trás, acompanha bem a narrativa interminável do filme. Interminável e pouco lógica. Definitivamente o roteiro é falho: após os 20 primeiros minutos (a que eu assistir três vezes na minha aula de espanhol), começa uma narrativa que, ao invés de explicações, apresenta sempre elementos novos. E assim se passam dias, meses, anos e a trama continua a caminhar dessa forma, sem perspectiva de fim, até que finalmente chega-se à cena final, que não se configura em um real desfecho. Bom, os 20 primeiros minutos apresentavam algumas simbologias, talvez o problema seja que eu não entendi o resto do filme também.

Acreditam que de forma alguma eu encontro meu bloquinho de anotações? Será que eu tinha alguma reflexão pronta para colocar aqui?

Depois conto uma história do sábado. Não é ainda a hora para expô-la.

Eu fico imaginando onde deve estar meu bloquinho… coitado, perdido pela casa. Se bem que nesse tempo todo em que eu o utilizei ele adquiriu muitíssimos conhecimentos inúteis, através de reflexões improváveis, inusitadas, inovadoras. Vai saber se virar. Só não sei se eu consigo sem ele.

Acabei não comentando “A Cartomante”, fica pra próxima.

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