Férias pra que te quero

Ufa… como é bom poder respirar aliviadamente (existe isso?) de novo. Pois é, estou de férias e pronta para dedicar muito tempo ao blog (perceberam que ultimamente eu estou escrevendo só de três em três dias? humpf). E, olha que bom, finalmente vou ter tempo para diminuir minhas listas de filmes e livros, ah, pra não falar de dormir… dormir, há quanto tempo eu não faço isso direito.

Eu fiquei de terminar um assunto, não é mesmo? Depois de um pedido educado e uma cara de triste/totalmente decepcionada/prestes a chorar consegui pegar “O que é isso, companheiro?” na biblioteca do meu colégio.

É incrível como os atores brasileiros são reciclados. Em uma das primeiras cenas do filme, Selton Mello e Pedro Cardoso estão prestes a se unir a um grupo revolucionário contra a ditadura que é apresentado a eles pelo Luís Fernando Guimarães. Já comentava com a minha irmã como era impossível ver o Luís Fernando Guimarães sem pensar em “Os Normais” quando entra a Fernanda Torres em cena, a líder rígida do grupo. Diante da cena dramática, comecei a rir. Afinal, o que queriam que eu fizesse?

Praticamente todos os atores do filme (que é um drama sobre a ditadura, não estava sendo irônica) foram usados posteriormente em comédias. E é o que acontece na maioria dos filmes brasileiros, sempre a mesma meia dúzia de atores, reciclados e reutilizados. Pelo menos são bons. O que precisa é ter mais incentivo, mais divulgação, mais espaço nos cinemas, o que iria aumentar a quantidade de filmes brasileiros produzidos e abriria espaço para mais atores… (fácil falar)

Mais comentários sobre o filme? É bom, mas só porque mostra a ditadura, no geral é um tanto quanto parado. Os atores, embora tenham me feito rir no começo do filme, estão ótimos.

Foi lançado o Vinólia Champagne, me digam: o que seria um sabonete champagne?

Outra coisa que eu estava vendo é que o slogan do Kit Kat (aquele chocolate) é curiosamente parecido com o do Twix, respectivamente: “Dê um Break. Coma um Kit Kat” e “Invente uma pausa para o seu Twix”

Hoje assisti a “O dia depois de amanhã”, mas comento amanhã… ou no dia depois de amanhã…

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Filmes, filmes e mais filmes. Tratando-se de mim? Comentários, comentários e mais comentários. Mas lógico que só depois de promessas, promessas e… bom, o resto vocês já sabem.

Conforme o prometido, aqui vão os meus comentários sobre alguns filmes que assisti já faz algum tempo:

“Cronicamente Inviável”, uma visão totalmente pessimista do Brasil que me deixou em depressão profunda e pensando em mudar o mundo. O filme é um máximo (aprovado, para os que esperavam meus comentários), vejamos, nossa, faz tanto tempo que eu assisti que nem me lembro da história, o filme trata de diversas atitudes cotidianas que, mesmo sendo trágicas, passam desapercebidas por todos nós, mostrando desde o tráfico de órgãos até a relação entre a empregada e os patrões, tudo em um delicioso tom de crônica.

“O Caminho das Nuvens” me surpreendeu positivamente. Na época em que o filme começou a ser divulgado, quando não paravam de passar propagandas dele, eu apostava todas as minhas fichinhas que era mais um filme brasileiro sobre o nordeste e ó coitadinho do nosso povo. Talvez até seja um pouco, mas a narrativa é bem divertida e os ângulos de filmagem são bem ousados… a fotografia é no mínimo bonita.

Putz, é horrível comentar filmes muito tempo depois de vê-los… eu nem lembro mais o que achei bom e ruim.

Ah sim, comentário indispensável, o sotaque nordestino da Cláudia Abreu é realmente (como a propaganda do filme evidenciava) terrível. Impossível tirar da memória a cena em que ela canta “O quantu é grandi o meu amor pur vooocê” (mas a cena em si é uma gracinha). E outro comentário indispensável: pois é, a maldita (ou nesse caso seria melhor dizer mal paga?) crítica da Veja meteu o pau no filme.

“O Que é Isso, Companheiro?” - continuo outro dia, porque estou com sono à beça e tenho prova amanhã.

Até outro dia, queridos leitores… com reflexões menos afetadas pela pressa, sono e tudo mais.

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Daily: one trocadilho weak but valid

Minha mãe me passou o endereço do meu blog traduzido pelo Google. Tenho uma palavra quanto a isso: engraçadíssimo!

Se quiserem conferir, o endereço é Translated version of http://www.laurie.com.br

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ONDE ESTÃO AS APAIXONADAS?

Eu preciso que façam outra “Mulheres Apaixonadas”. Nunca na minha vida eu fiz críticas negativas tão consistentes como na época da novela. Aquela implausibilidade, misturada com toda a pretensão de ser uma representação da realidade, tinha um efeito ótimo em mim: inspiração, ou qualquer coisa do gênero.

Vinham os argumentos, parecia até que eles já saíam prontos da novela, e que as cenas que se sucediam serviam só para sustentá-los. E agora… ah, agora não tenho nem mais vontade de ligar a TV. “Celebridade” é tão… falso. Falso mas sem tentativas de representar a realidade. Talvez seja essa a grande diferença (ainda não estou bem certa): ambas mostram o maravilhoso mundo dos ricos, porém, ao contrário das apaixonadas, as celebridades fazem isso declaradamente.

Eu até tento, assisto, me esforço para levantar argumentos, mas não consigo nada. Nem uma criticazinha medíocre, nem um comentário desfavorável. A novela é simplesmente boba. Boba e claramente irreal. “Mulheres apaixonadas” ao menos enganava a população, fingindo tratar realmente de questões cotidianas: o marido que batia na mulher e, sem pensar duas vezes, também no aluno dela, dentro da própria escola dele, derrubando equipamentos de educação física, lógico, sem ninguém ouvir ou desconfiar de nada. Olha só, sai tão fácil, é tão natural criticar essa novela. Com “O Clone” era a mesma coisa, talvez não tão natural assim (se você nunca leu uma crítica minha sobre “O Clone” é porque naquela época eu não tinha blog, então eu escrevia em e-mails para as pessoas). Agora o que posso dizer sobre a novela que mostra “aquele” mundo, explorado pelas revistas de fofocas, irreal por natureza, mais fictício ainda nas novelas. Ninguém acha que aquilo é real… é que nem novela mexicana, o que há para criticar? Ela já fala por si só.

Não sei se é só impressão mas o último episódio que assisti de “Celebridade” parecia melhor, o Marcos Palmeira e a Malu Mader (desculpem-me, ainda não sei o nome dos personagens) conversavam na língua dos clichês sobre seu relacionamento, filha e o futuro maravilhoso que estava por vir. Quase me veio uma crítica à cabeça, resumiu-se a um pequeno comentário negativo.

Parece que não obterei bons resultados até o final da novela, não é mesmo? De uma forma ou de outra, fica aqui o meu “PROCURA-SE”!

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Puxa, vocês por aqui… pois é, eu dei uma passadinha. Queria ter vindo antes, é verdade, mas não deu, ainda por cima agora que começaram minhas provas.

Estava vendo uma anotação antiga do meu caderninho, acho que vale a pena colocá-la em um post:

eu queria filmar minha aula de História do Brasil: cada um viaja à sua maneira (é onde se revelam as loucuras- e eu não estou louca quando afirmo isso). No fundo da sala, um menino mexia o indicador circularmente, apontando para o nada. Na minha frente, a menina observava um nó que dera no próprio cabelo, ao meu lado, outra menina olhava para o nada tocando os próprios lábios, enquanto o pessoal da frente assistia à aula de olhos fechados. Olha o que o colégio faz com a sanidade mental dos alunos! Isso fora os que dormiam declaradamente e outros tantos não citados, como eu mesma, que anotava as diferentes reações da aula em cada pessoa.

Tenho inúmeros filmes para comentar por aqui, vou nomeá-los para não esquecer: “Cronicamente inviável” (assisti por fim e não fiz nem sequer um comentariozinho), “O caminho das nuvens” (que eu inclusive já tinha comentado a propaganda e agora tenho comentários consistentes por ter assistido ao filme)… não lembro os outros, sabe como é, sabe como eu sou…

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OLÊ PUC, OLÊ PUC!

(Lê-se: OLÊÊÊ PUQUÊÊÊ…)

Meu feriado foi legal a valer, os únicos pontos ruins foram dormir no chão, ter que tomar banho rapidíssimo e com risco de acabar a água no meio (fora as filas) e não comer nem um pouco direito (o mais perto que eu cheguei de comida caseira foi pizza). Mas quer saber? O feriado foi tudo de bom! Quer dizer… tudo menos os pontos que eu citei.

Ah é, né, eu nem avisei onde eu ia (quem leu os comentários empolgadíssimos da Má já sabe- aliás, eu estou empolgadíssima também, não consigo parar de cantar os gritos de guerra… pois é, ainda não contei, peraí, deixa eu sair dos parênteses primeiro). Eu fui pela PUC pro JUCA: Jogos Universitários de Comunicação e Arte. Certo que eu ainda não sou universitária, mas quem se importa? Foi muitississíssimo divertido (uma viagem upa lê lê, eu diria). A guerra entre torcidas é a coisa mais legal que há: cada uma com sua bateria e uma cor específica, cantando musiquinhas divertidas que na maioria das vezes xingam os outros times. As pessoas me disseram que eu estou falando um pouco alto, por que será?

Minhas frases estão um pouco desconexas, né? É animação, sono, tudo misturado… acho melhor eu ir indo.

Só uma última informação: a PUC foi campeã de tênis masculino e natação feminina.

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Já perceberam que certas palavras no mundo são específicas de STOP? É, STOP, aquele jogo com colunas, no qual o jogador deve escrever palavras dentro das categorias determinadas e começando com a letra combinada a cada rodada. É o caso dos carros Elantra, Dodge, das cores (algumas absurdas) gelo, garrafa, ferrugem e outras tantas palavras que se não fosse pelo jogo, dificilmente apareceriam em outro contexto, como inhame, índigo, dromedário e dragão-de-comôdo.

E ai de quem contestar ou mesmo duvidar da existência de uma “palavra de stop”.

Ah, esse assunto todo começou na verdade porque eu vi um Elantra na rua. Apesar de ter usado essa marca a vida toda quando precisava de um carro com “e”, nunca tinha visto um deles na rua. Ou em qualquer outro lugar. Estranho… a mesma coisa acontece com a minha outra opção de carro com “e”: nunca vi um Eclipse.

Outra coisa que eu estava pensando é por que as pessoas escrevem “te amo (nbs- no bom sentido)”? Há algum mau sentido em amar?

Talvez não dê para eu escrever por algum tempo, já que amanhã eu vou viajar e só volto no domingo. Então até lá…

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Não percam!

Sábado, dia 5, a Rede Globo vai exibir às 7:30 da manhã o programa “Ação”, apresentado pelo Serginho Groisman, com participação do espaço cultural Pés no Chão (para orgulho do Ruben). O programa mostra iniciativas bem sucedidas de ONGs, empresas e outras instituições, que sejam ligadas a educação. E de bem sucedido o Pés no Chão tem tudo! Ah, você não conhece o projeto? Pois não perca essa oportunidade: esse sábado, às 7:30 da manhã, na Globo, com reprises no canal Futura, dia 6 às 7:00 e dia 10 às 23:30.

Entrem no blog do Ruben, que tem fotos lindas da gravação do programa: www.kalinesia.com

E, caso queiram (caso queiram porque, obviamente, o link de cima é obrigatório), no site oficial do programa: www.globo.com/acao

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Então… o que viria desta vez? Sobre o que escreveria eu, ó indecisão!

Comecemos pelo ontem.

Ontem, assisti a “O Outro Lado da Rua”, que até pouco tempo me parecia um filme fictício: ganhava prêmios e participava de festivais mas nada de ser lançado (aliás, como o filme do Almodóvar sobre a questão de padres que abusam de menininhos, que, por meios que obviamente agora não vou me recordar, ouvi falar uma vez ou pouco mais que isso e nunca mais- mas o assunto aqui é outro). O drama brasileiro, estrelado (e bota estrela nisso) por Fernanda Montenegro e Raul Cortez mostra a vida de Regina, 65 anos, que, ao contrário do mundo, não se vê como uma velhinha incapacitada e gagá. Participante de um serviço de ajuda policial, denuncia Camargo como assassino de sua mulher e, ao ter a história negada pela polícia, decide investigar por conta própria, o que acaba por misturar sua solitária vida com a dele.

É incrível como é muito mais fácil criticar negativamente e encontrar argumentos para sustentar a crítica do que elogiar alguma coisa.

Com fotografia genial (perfeita, linda, maravilhosa, aliás, maravilhinda! Levando em conta não só a imagem como também o enquadramento) e uma narrativa um tanto quanto parada, o filme conseguiu passar a idéia de uma vida de terceira idade - taí uma coisa que eu nunca tinha visto no cinema -, calma e mais do que tudo solitária. Sobre os atores não há muito o que comentar, o papel de Regina caiu perfeitamente para a Fernanda Montenegro, que aparece em atuação excelente e muito convincente (e eu nem sou fã nem nada).

De ruim, achei que em algumas partes faltou música, mas de resto achei o filme muito bom, se não gostarem, vale conferir pelo menos pela fotografia e, é lógico, por ser brasileiro.

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