Hoje assisti a “Tróia” (”Troy”), com Brad Pitt, Orlando Bloom e outros (no caso, menos relevantes). O filme é longo demais e previsibilíssimo, além de ter milhares de falas clichês, que se tornam mais ridículas ainda devido à interpretação forçada de Brad Pitt e Orlando Bloom, o guerreiro Aquiles e o príncipe Páris, respectivamente. Nas cenas de luta o Brad Pitt até segura a onda, faz cara de mau, chega a enganar, agora ele chorando é, perdoem-me a quase redundância, de chorar. Quanto ao Bloom, ele até faz bem as cenas de drama, o único problema é que ele conserva a mesma expressão dramática para as cenas de romance, ou seria o contrário? O fato é que, durante todo o filme, ele interpreta com a mesma expressão, a mesma voz calma e olhos sonhadores mirando o horizonte, ah, sim, não serei tão cruel em minhas críticas: durante as cenas tensas ele franze as sobrancelhas. Outro aspecto negativo que pode ser citado é que, apesar de ser uma mega produção, os efeitos especiais deixam a desejar (principalmente durante as cenas que mostram as infinitas embarcações) e, concordo com algo que uma amiga havia me dito anteriormente, a narrativa peca ao deixar de lado detalhes importantes como a explicação para Aquiles morrer após ser acertado no calcanhar. Aliás, que cena foi aquela da morte? Sinceramente, eu morro melhor que ele, o que me leva a outra falha do filme: uma mesma ferida em soldados diferentes pode causar uma morte rápida ou muitíssimo demorada, o que varia com a importância da personagem na história.
Ah, satisfação tremenda, cheguei ao parágrafo de prós (depois de um de contras e mais contras, e mais contras). Aspectos positivos do filme:
1- O braço do Brad Pitt
2- O outro braço do Brad Pitt
3- O peitoral do Brad Pitt
4- O peitoral do Orlando Bloom
5- Alguém da platéia gritando “Atacaaaar” quando os soldados de Esparta entraram em Tróia
Acho que é basicamente isso. O filme tem como idéia principal (ou pelo menos foi o que me pareceu) atingir o público feminino, pelo que seria a idéia de um par perfeito: Brad Pitt, interpretando guerreiro bravo e invencível, que, durante a narrativa, demonstra ser uma pessoa extremamente humana e sensível.
Fui assistir ao filme com duas amigas. Uma delas gostou de verdade, a outra fez um comentário digno de ser passado para o post:
[Lais] Esse filme não acaba nunca! É tipo pior que aula de geografia!